O GRANDE RESET

Por Angela Rizzi. Fevereiro de 2021.


“A crise mundial desencadeada pela pandemia de coronavírus não tem paralelo na história moderna. É o nosso momento decisivo - estaremos lidando com suas consequências por anos e muitas coisas mudarão para sempre.”


Não muito tempo atrás, falar em nova ordem mundial era considerado teoria da conspiração pela grande massa. Hoje vemos órgãos governamentais e instituições mundiais falando abertamente, nomeando como “o grande reset global”, garantindo que isto é uma necessidade para o “bem” da humanidade e do planeta. Há quem acredite... E este é um grande problema; a aceitação de um novo sistema global de braços abertos, sem questionamentos, por inocência ou pura ignorância, quando os motivos reais para tal implantação estão expostos à vista de todos. "O pior cego é aquele que não quer ver, ouvir, nem acreditar. O pior cego, é aquele se faz de surdo. Aliás o pior cego não é cego, é burro!"


O Covid-19 não foi uma doença aleatória que surgiu. Foi muito bem planejada para ser o estopim, a alavanca para a implantação deste novo modelo de sistema global, pincelado por George Orwell e Aldous Huxley em suas obras.


O livro “Covid-19: The Great Reset” escrito durante a pandemia no ano de 2020, pelo fundador e diretor executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, descreve perfeitamente este sistema que já está sendo implantado. O Fórum Econômico mundial (WEF) é um organismo internacional com o propósito de “melhorar o estado do mundo”, fazendo reuniões anuais com líderes políticos, empresários e celebridades a fim de moldar agendas globais.


Este livro é um rascunho de como será o mundo daqui para frente, ou como descrito nele, “era pós pandemia”. “Muitos de nós ponderam quando as coisas voltarão ao normal. A curta resposta é: NUNCA!”


Um mundo tomado pela tecnologia, onde o homem perderá seu posto de trabalho para uma máquina. Um mundo onde todos viverão a mercê de um governo. Um mundo de constante vigilância e controle. Um mundo conectado virtualmente. Pessoas prisioneiras da tecnologia. A quarta revolução industrial...

Em suma, a pandemia criou uma crise econômica e social que irá colapsar a sociedade, surgindo assim à necessidade de um novo modelo global. Problema – Reação – Solução. Criam o problema, aguardam a reação, e consequentemente, apresentam a solução. Simples assim. Apoiados na ideia de igualdade social, clássica do comunismo, adicionada de questões ambientais, colocando o homem como a grande causa de todas as catástrofes ambientais, pautados na bandeira do aquecimento global. Tudo serviu como uma luva na mão dos interesses da elite globalista, mas claro, essa luva também foi produzida com antecedência para servir aos propósitos.

O fato é que as consequências dessa doença muito bem planejada são justamente o caos, para as posteriores soluções. As mortes, apesar do alarme da grande mídia, não é estonteante quando comparado ao nº de outras doenças, acidentes e etc. Contudo, os lockdowns produzidos pelo covid, fecharam negócios, faliram empresas, milhões de pessoas perderam seus empregos e os governos endividaram-se com os estímulos emitidos.

Os panoramas futuros não são bons, a grave crise econômica ocasionará pobreza e consequentemente resulta em revolta e violência. Como citado no livro, muitos estudos e artigos têm alertado para risco particular, baseando-se na óbvia observação de que pessoas sem empregos e sem perspectivas de uma vida melhor, frequentemente recorrem a violência.


Depois da pandemia, os atritos sociais subiram globalmente, um risco que já existia, mas que foi amplificado pelo covid-19. Este reset será intensamente apoiado pela geração Z, os jovens, que foram estimulados desde o início da década e doutrinados a acreditar que esta será a melhor solução. Estes jovens que propõem soluções radicais e levantam a bandeira de um ativismo revolucionário. Como citado por um estudante no The New York Times; “Os jovens têm um desejo profundo de mudança radical porque vemos o caminho quebrado à frente”. Focam em pautas como mudanças climáticas, reformas econômicas, igualdade social, igualdade de gênero, direitos LGBTQ’s... Realizam protestos, por vezes, violentos, como é o exemplo do Black Lives Matter. São fantoches do sistema, financiados pela elite e programados para seguir a agenda. As mudanças climáticas são muito citadas na pauta, onde com as restrições, constataram diminuição na emissão de gás carbônico e a natureza sentiu um impacto positivo. Contudo, ainda não é o suficiente, conforme afirmado no livro. As empresas terão de se adequar a energias limpas e sustentáveis, e os governos deverão incentivar tais mudanças com pacotes de estímulos.


Os governos estão financeiramente falidos com a crise econômica ocasionada pela pandemia, mas pode ter certeza, os grandes bancos disponibilizarão os montantes necessários, com juros impagáveis que deixarão os governos sob seu controle. Lembre-se, nada é por acaso. A agricultura é fortemente atacada no livro. Conforme descrito, a atividade de agricultura invade ecossistemas e quebram barreiras entre as populações humanas e os animais, e assim, irrompem às condições para o surgimento de doenças infecciosas, concluindo que, quanto mais intensiva a agricultura se torna, maior o risco de novas epidemias. Ao mesmo tempo em que atacam explicitamente a atividade que alimenta o mundo, trazem a luz a ideia de comer insetos. Isso mesmo, insetos. Fazendas para produção de insetos comestíveis estão se espalhando pela Europa, inclusive já existem no Brasil. Já imaginou: você, trancado em casa, comunicando-se apenas virtualmente e comendo um prato de larvas e baratas? Parece um filme distópico, mas está há alguns anos à nossa frente, nos aguardando. Em um período curto de quatro anos, a tecnologia progrediu muito rápido. Inteligência artificial está agora a nossa volta. Os dispositivos móveis estão se tornando parte integral da nossa personalidade e vida profissional. A automação e robotização estão reconfigurando o caminho dos negócios. Inovações genéticas com biologia sintética agora é o horizonte. A pandemia acelerou isto mais e mais.


O maior efeito do confinamento foi à expansão e o progresso do mundo digital de uma maneira permanente. O distanciamento físico e social requer a criação, nas palavras de Satya Nadella, CEO da Microsoft, de um “tudo remoto.” As pessoas terão de adquirir novos hábitos. Assistir filmes online ao invés de ir ao cinema, pedir comida delivery ao invés de ir ao restaurante, fazer exercícios em casa assistindo orientações online ao invés de ir academia, conversar com a família em um grupo de WhatsApp ao invés das tradicionais reuniões familiares, mas como se afirma no livro, “é mais seguro, barato e sustentável”. Resumindo, “tudo para o seu bem”, o que mais temos ouvido e lido desde o início. Engraçado (ironia), Hitler alegava o mesmo...


A tecnologia digital tem sido amplamente utilizada como estratégia para o Covid-19, ou porque não dizer, o inverso, que o covid-19 tem sido utilizado para implantar tecnologias digitais. O tópico principal é a vigilância, e a pandemia é a desculpa perfeita para implantar o rastreamento digital. China, Hong Kong e Coréia do Sul implementaram o rastreamento digital de forma coerciva e intrusiva. Decidiram rastrear individualmente, sem o consentimento das pessoas, através de smartphones e cartões de crédito, além de já empregar a vídeo vigilância. Hong Kong obrigou o uso de braceletes eletrônicos para pessoas que irão viajar ou que estão em quarentena. “A pandemia será um importante divisor de águas na história da vigilância”, nas palavras do autor, Klaus Schwab. Em nome da saúde pública, a privacidade terá de ser abandonada, para assim, conter a disseminação do vírus.


O mesmo caso dos atentados de 11 de setembro; aumentar a vigilância para combater o terrorismo. PROBLEMA – REAÇÃO – SOLUÇÃO. A pandemia abriu as portas para a nova era de vigilância, fazendo-se possível a detecção de localização através dos Smartphones, câmeras de reconhecimento facial e outras tecnologias de identificação. O futuro não será um cenário distópico como descrito por George Orwell em sua obra “1984”, de um regime totalitário e um estado de vigilância... Isso já é o nosso presente. O “Grande irmão” já está observando você! Nada é por acaso, nada é aleatório, como a célebre frase de Willian Shakespeare: “O mundo inteiro é um palco”. O Corona vírus foi o botão de “start”, o início para uma nova era, que irá mudar o mundo para sempre. Nas palavras de Bill Gates, "Quando os historiadores escreverem o livro sobre a pandemia do covid-19, o que vivemos até agora provavelmente ocupará apenas o primeiro terço ou algo assim. A maior parte da história será o que acontecerá a seguir”.